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Ouro branco no país da burla negra

Artigo publicado no n.º 192 do Novas da Galiza (setembro 2020).

Logo do ouro de Corcoesto, o cobre de Touro, a caliça de Cova Eirós, o seixo do Pico Sacro e da Terra Chá e o volfrâmio de Sanfins e Barilongo chegou a febre do lítio que nos últimos anos tem colocado em pé as terras irmãs d’Além-Minho.

O lítio que a UE ditaminou este ano ser uma matéria-prima crítica, justificando imensas transferências de fundos europeus para o desenvolvimento de projetos de mineração como os da Serra d’Arga, a Serra da Estrela, as Terras do Barroso Barroso ou a Serra da Mosca em Cáceres.

O mesmo lítio que consumimos compulsivamente em aparelhos eletrónicos que minam as nossas vidas e que mesmo está chamado –dizem– a salvar do caos climático um mundo que irá de passeio em carro Tesla.

Esse metal que, mesmo sendo plenamente reciclável, finaliza a sua vida nos aterros do mundo: na Europa, mais de 95% acaba submergido nos mares de resíduos industriais. Para 2030, estaremos jogando fora em aterros mais de 2 milhões de toneladas por ano. Triste tragédia –acabar novamente soterrado sob a terra, ou o lixo– para um metal cuja extração das entranhas do nosso planeta causa tanta destruição.

A Galiza não é alheia a estra tragédia, na que somos simultaneamente réus e verdugos. O primeiro projeto de lítio em curso pretende abrir um funda fenda –de 300 metros de profundidade e quase 30 km de longitude, para sermos precisas– ao pé das serras do Cando e do Suído, nas cabeceiras do Lérez e Doade.

Presqueiras, Correia, Doade, Azevedo, Rubilhom, Taboaças … são os nomes das comunidades na fenda. E também o nome das distintas fases nas que a empresa promotora, pouco a pouco, pretende esfolar e abrir vales e montanhas, deitando fóra águas ácidas de mina carregadas com metais pesados –para as que não se prevê nenhum tratamento– e minérios radioativos.

Conhecedoras das consequências, empresa e administração consensuaram furtar o projeto do conhecimento público. Sob pretextos absurdos, pretenderam outorgar as licenças prescindindo do trâmite de avaliação de impacto ambiental. Com isto, não só se pretendia ocultar a desfeita mas, principalmente, omitir um seguimento ambiental futuro que a poria em evidência.

A manobra fracasou ante uma vicinhança atenta e combativa, mas ilustra uma pauta continuada e sistemática por parte da Administração de minas da Junta na procura de evitar a participação social e o controlo ambiental.

Reproduz-se assim uma estratégia que já fora utilizada em projectos como os de Sanfins, em Lousame, Barilongo, em Santa Comba, ou Cova Eirós, em Triacastela, nos que as consequências desta omissão se sentem em rios e rias contaminados por metais pesados e património cultural único destruido para sempre.

Se naqueles projetos os empresários ‘amigos’ procediam duma tentativa de reconversão mineira após o fim da bolha imobiliária, a promotora da mina de lítio não é outra que uma filial de SAMCA, ‘Sociedad Minera Catalano Aragonesa’, um holding em processo de reconversão desde a minaria do carvão para a do lítio e outros denominados minérios ‘críticos’.

SAMCA é tristemente famosa polo seu vínculo com central térmica de Andorra, em Teruel, uma das mais poluintes da Europa até que pechou em fevereiro deste ano e responsável pola chuva ácida que arrasou 200.000 hectares de bosques da comarca de El Maestrat nos anos oitenta. Hoje a desfeita de El Mastrat poderia começar de novo nas fragas de Porto Espinho e Girarga e poluir com drenagens ácidas dodo o vale do rio Doadee.

Não seria a primeira vez que se tenta tal desfeita. Entre 2013-2014 tentou-no a anterior titular dos ‘direitos mineiros’, esses que permitem a expropriação forçosa aplicando a Lei de Minas de 1973 e a Lei de Expropriação de 1954, ambas franquistas e vigorantes. Direitos aos que as mineiras colocam nomes de santos ou de mulheres, neste caso deste último gênero: Alberta (I e II), Maite, Carlota e Macarena. Engenharia social.

Solid Mines España, filial da ‘junior’ canadense Solid Resources, iniciou em 2013 o mesmo trâmite que agora tenta SAMCA às agochadas, mas abandonou antes de que fosse determinada a necessidade de submeter o projecto a avaliação de impacto ambiental. A tempo para vender –como fazem as ‘juniors’ quando conseguem convencer alguém de que deram com um bom negócio– e desaparecer. Já na altura o projecto causara revolta nos vales de Doade e Presqueiras. Ninguém esqueceu.

No entanto, a “Alberta I” contra a qual se levantou novamente a revolta, era apenas um dos direitos com os que Solid Mines e as suas empresas afins pretendiam levar o lítio, tantálio e outros minerais “críticos” que agocham estas terras. Salamanca Ingenieros S.L. adotou o nome de guerra especulativo “Sequoia Venture Capital”, pronta a vender ao melhor postor a “Maite” (que ocupa as paróquias de Avião, Moreiras, Feás, Córcores e Cardelhe, no mesmo vale do rio Doade), “Macarena” (nas de Beariz e Baíste) e “Carlota” (nas de Couso, Avelenda, Amiudal, A Granha, Nieva e Prado ).

Com a “Alberta II” ficou Strategic Minerals Spain, a mesma empresa que se fez com a mina e nióbio, tantâlio e estanho da Penouta em Viana do Bolo, parte do antigo império do magnate espanhol Ruiz Mateos expropriado por Felipe González em 1985. Ninguém lembrou o desastre ambiental que deixou detrás a mina e nem o Estado nem a Junta deram conta da restauração. A “Alberta II” promete um legado similar ao sul da sua irmã do norte, ameaçando com fazer avançar a fenda de Rubilhom e Toboaças para a parróquia de Couso.

“Alberta II” será o próximo projeto a tentar desenvolver-se e, cientes da forte oposição local a um projecto de mineração destrutiva e contaminante, Strategic Minerals adiantou-se a SAMCA unindo-se à “Tarantula”, um projeto financiado com 7 milhões de euros da União Europeia que tem entre os seus objetivos avançar na chamada “licença social para operar” (SLO). SLO é o novo eufemismo para as tácticas de engenharia social, violência, subornos e ‘greenwashing’ com os que as mineiras pretendem desarmar a oposição social.

A crescente presão da UE para aumentar a especulação por volta das matérias-primas críticas abriu já um novo campo de batalha para a defesa da terra e da dignidade das comunidades rurais, onde podemos e devemos aprender dos erros e acertos de lutas como as de Touro ou Corcoesto para garantir que o lema aniquilador “Galicia es una mina” nunca chegue a ser realidade.

A ‘eminencia’ en evidencia: Augas de Galicia desautoriza a Felipe Macías

O ex-profesor da USC elaborou informes tentando desresponsabilizar a concesionaria da mina de San Finx dos vertidos con metais pesados.

Augas de Galicia concluíu que o estudo de Macías “carece de suficiente fundamento e xustificación”

ContraMINAcción esíxelle aos colexios profesionais que se retracten do seu apoio e á USC que lle retire a condición de emérito.

Augas de Galicia vén de desbotar nun informe recente as conclusións do estudo elaborado por un equipo do Laboratorio de Tecnoloxía Ambiental da USC liderado por Felipe Macías. En dito estudo, feito a petición da concesionaria da mina de San Finx, Valoriza Minería, o equipo de Macías conxecturaba a existencia de elevadas concentracións naturais de cadmio no entorno da mina de Lousame (A Coruña). Segundo Macías, este fondo natural sería o responsable das altas concentracións presentes no río en vez das verteduras ilegais procedentes da mina.

Ante a dúbidas suscitadas polas conxecturas de Macías e as propias alegacións presentadas por colectivos da rede ContraMINAcción apoiándose nun informe do experto de prestixio intenacional Steven H. Emmerman, Augas de Galicia someteu o estudo de Macías a unha revisión por parte dun equipo da Universidade da Coruña liderado polo Catedrático da Escola de Enxeñaría de Camiños, Canais e Portos, Javier Samper. A UdC, a través dun detallado informe de 238 páxinas, considerou que a explicación de Macías “carece de suficiente fundamento e xustificación”; advertindo de numerosas fallas, tanto metodolóxicas como aritméticas. As conclusións foron confirmadas polo Ministerio para a Transición Ecolóxica.

Augas de Galicia ten constancia das verteduras mineiras ao río San Fins, a 7 km dos bancos marisqueiros da Ría de Noia e Muros, e que proceden da mina, con rexistros constantes de altas concentracións de cadmio mesmo a 4,4 km da mina. A pesar disto e dos procesos xudiciais en curso relacionados coas minas de San Fins, nunca se sancionou ao concesionario mineiro polas verteduras, manténdose artificialmente aberto desde hai 5 anos un expediente de autorización de verteduras inzado de irregularidades.

Piden á USC que se desvincule de Macías

Non é a primeira vez que o ex-profesor da Universidade de Santiago de Compostela informa ou lidera a redación de controvertidos informes en procesos relacionados cos impactos ambientais de determinadas actividades, habitualmente a petición das empresas responsábeis deses impactos. Noutros traballos, Felipe Macías xa tentara favorecer proxectos mineiros como o de Touro, onde chegara a propor a creación dun parque temático sobre organismos extremófilos para o estudo da vida extraterrestre como excusa para eximir a concesionaria da restauración dos cauces contaminados.

A ‘credibilidade’ dos traballos de Macías valeulle o Premio Dioxina por parte de ADEGA en 2019, pola súa “defensa de proxectos tan delirantes e agresivos como a Mina de Touro”, en cuxo entramado empresarial participa directamente o ex-profesor a través dunha empresa de tecnosoles, ou os parques eólicos na Serra do Xistral, a piscifactoría de Touriñán, a balsa mineira das Pontes ou a eucaliptización do País.

Os conflitos de interese do ex-profesor á hora de informar determinados proxectos usando as siglas da Universidade de Santiago, así como a falta de rigor dos estudos e informes, confirmada no caso de San Fins por outro equipo da Universidade da Coruña e xa evidenciada anteriormente polo Dr. Steven H. Emmerman, fíxeron que desde ContraMINAcción se reitere a petición á USC para que lle retire o título de emérito logo de investigar unha situación que afecta gravemente a reputación de toda a Universidade.

ContraMINAcción esixe a rectificación dos Colexios profesionais

En xuño de 2019 catro Colexios profesionais (Xeólogos de España, de Químicos de Galicia, de Enxeñeiros de Minas do Noroeste e de Enxeñeiros Técnicos de Minas de Galicia) emitiron un comunicado de aplauso a Felipe Macías pola súa actuación en San Finx e Touro con duras críticas que pretendían desprestixiar publicamente o traballo do Dr. Steven H. Emerman na súa calidade de consultor ao servizo de entidades públicas e ambientais galegas.

Naquela altura, o comunicado indicaba que “se ha permitido poner en duda el trabajo y profesionalidad del catedrático” [Macías] e “despreciar y desprestigiar sin mayor argumento científico o técnico, ni currículo que avale su opinión”. Emerman cuestionara as conxecturas de Felipe Macías evidenciando extensos plaxios, absoluta falta de rigor metodolóxico e procedimental e manipulacións groseiras nun dos informes de Macías sobre San Finx, co fin manifesto de eximir a concesionaria mineira do cumprimento dos limites legais para contaminantes perigosos, alegando un ficticio fondo natural de metais.

Unha vez que tanto o prestixioso equipo da Universidade da Coruña como Augas de Galicia e o Ministerio para a Transición Ecolóxica desbotaran as conxecturas do equipo de Macías, ContraMINAcción esíxelles novamente aos catro colexios profesionais que, “por principios deontolóxicos e pola reputación dos propios colexios que poderían estar a ser usados para intereses espúreos”, retiren os seus comunicados anteriores e informen de forma fehaciente dos resultados da avaliación feita sobre o estudo liderado por Macías.”

Contraminacción lembra o vergoñento feito de que un membro da directiva do Colexio de Enxeñeiros de Minas do Noroeste estea imputado por falsidade documental en relación ás Minas de San Finx; e que o xeólogo da mina de Touro e co-promotor do comunidado sexa o delegado en Galicia do Colexio de Xeólogos. ContraMINAcción esixe aos Colexios profesionais que na súa calidade de corporacións de dereito público inicien de inmediato un procedemento interno de deslinde de responsabilidades respecto aos posibles conflitos de intereses existente nos seus órganos de dirección.

O comunidado dos Colexios Profesionais de 01/07/2019 (íntegro)

Los colegios profesionales reivindican la capacidad y calidad de los científicos y técnicos gallegos

Los colegios profesionales de Galicia que representan a los técnicos y profesionales del sector geológico y minero en nuestra región queremos manifestar nuestro profundo malestar y total desacuerdo con las afirmaciones vertidas en rueda de prensa por el asesor estadounidense contratado por organizaciones ambientalistas para evaluar proyectos mineros gallegos, el Sr. Emerman.

En sus manifestaciones, y al parecer en base a la lectura parcial de los proyectos, este Sr. no sólo muestra un profundo desconocimiento de la estricta legislación española en la materia, y de los múltiples controles de calidad del que son objeto las obras civiles y mineras en el marco europeo, sino que deja entrever un desprecio patente por la capacidad técnica de nuestros colegiados, técnicos y científicos en general.

Por eso, es nuestra obligación como colegios profesionales, defender públicamente nuestra rigurosidad, profesionalidad y conocimiento, poniendo en valor el sector y nuestro trabajo: en Galicia contamos con un buen número de expertos y ejemplos que son referentes mundiales de buenas prácticas, como los de Meirama y As Pontes, y cuyo conocimiento se ha exportado a diferentes proyectos de todo el mundo, incluido EE.UU.

Pedimos, por lo tanto, que se tenga en cuenta nuestra visión y que no se banalicen unas profesiones que, además, son el modo de vida de muchas personas, formadas en las mejores universidades de nuestro territorio y que realizan su trabajo con absoluto rigor dentro y fuera de nuestras fronteras.

El Sr. Emerman, se ha permitido poner en duda el trabajo y profesionalidad del catedrático de la Universidad de Santiago, Felipe Macías, con una vida entera dedicada a trabajar sobre un terreno que conoce al detalle y al que este Sr. no ha dudado en despreciar y desprestigiar sin mayor argumento científico o técnico, ni currículo que avale su opinión. El profesor Macías es uno de los científicos gallegos más prestigiosos, reconocido a nivel nacional e internacional, como lo demuestra su inmenso currículo en el que destaca su labor como:

  • coordinador del curso de Doctorado «Medio Ambiente y Recursos Naturales»,
  • director general de la Agencia de Calidad Ambiental,
  • profesor de cursos de master y doctorado en las Universidades de Santiago, Murcia, Oviedo, Nancy, París, Rennes, Sao Paulo, Minho o Vigo,
  • presidente de la Sociedad Española de Ciencia del Suelo,
  • miembro del “Working Group on Research” de la Estrategia Europea de Suelos,
  • vocal del Comité de Ciencias de la Naturaleza de la Comisión Nacional Evaluadora de la Actividad Investigadora,
  • coordinador del grupo de investigación GI-1245 “Cartografía de suelos y paisajes, físico-química, degradación y recuperación de suelos y  aguas”,
  • membre étranger de l’Academie d’Agriculture de France,
  • coordinador del grupo de Suelos y Biogeoquímica para la reforma de los hábitats de la Red Natura Española y el seguimiento de su calida
  • miembro de la Sociedad Española de Ciencia del Suelo, Societé Française pour l’Etude du Sol, Soil Science Society of America, International Soil Science Society, Association for the Environmental Health of Soils, Sociedade Brasilera de Ciência do Solo, American Chemical Society (Division of Environmental Chemistry), International Biochar Iniciative,
  • y con más de 250 publicaciones sobre la ciencia del suelo.

Es por ello que desde los colegios profesionales, no podemos dejar de denunciar el constante descredito de la labor y opiniones de los expertos gallegos, españoles y europeos, por no coincidir con las tesis de los grupos que han financiado la vista del Sr. Emerman, profesor asociado a la Utah Valley University, EE.UU.

Resulta curioso que estos grupos ratifiquen sus tesis en base a las opiniones vertidas por este Sr., amparándose en su condición de norteamericano, como si su nacionalidad aportase mayor valor a sus conocimientos. Más si cabe cuando estos mismos grupos suelen rechazar categóricamente las opiniones de otros expertos internacionales, con el argumento de que no conocen nuestro país, nuestro rural o nuestra idiosincrasia.

Es por todo ello que, ante las afirmaciones vertidas por el Sr. Emerman y sus patrocinadores, nos vemos en la obligación de aclarar que: en nuestro país, y en Galicia en particular, contamos con un gran número de expertos y figuras referentes en todo el mundo en obra civil y minería para evaluar el desempeño de esta industria y profesión. Es incomprensible, e intolerable, que teniendo en Galicia conocimiento, experiencia demostrada y solvente recorrido profesional, tenga que venir un “experto” estadounidense a postularse como “examinador” de nuestro trabajo.

Entendemos además que sus juicios y análisis carecen del rigor necesario ya que no es posible emitirlos sin contar con los datos técnicos mínimos, o contrastar de manera científica con los profesionales que están desarrollando los proyectos que critica, advirtiéndose pues un juicio de valor sesgado y parcial, más propio de un postulado ideológico que científico.

Todo ello despreciando el hecho de que los proyectos industriales y mineros en nuestro país están sujetos a una normativa muy estricta, que obliga, entre otras muchas cosas, a realizar una auditoría técnica externa, previa a la concesión de cualquier obra o explotación. Por todo ello, no podemos más que reiterar nuestra incomprensión ante la atención generada por una figura norteamericana que pone en tela de juicio no sólo el talento y el saber hacer con el que contamos en nuestro país, sino la profesionalidad de todo un sector.

Colegio de Ingenieros de Minas del Noroeste,  Colegio de Ingenieros técnicos y grados en Minas y Energía de Galicia, Colegio de Geólogos de España y Colegio Oficial de Químicos de Galicia

A Xunta insinúa que unha das presas de residuos mineiros de San Finx era para moer millo

  • A Dirección Xeral de Minas pretendería así evitar que sexa a concesionaria mineira, do Grupo Sacyr, quen asuma a restauración da zona contaminada.
  • O informe emítese no momento en que están imputados varios funcionarios e autoridades por mentir sobre as presas de residuos mineiros.
  • A rotura da presa, a 5 km da ría de Noia, podería producir un importante impacto ambiental, segundo informou Augas de Galicia.

A rede ContraMINAcción considera “esperpéntico e demostrativo da corrupción rampante na Xunta” que nun xiro inesperado, que a Dirección Xeral de minas insinúe agora que unha das presas de residuos mineiros das minas de San Finx (en Lousame), a maior delas e que pecha un val fluvial cun dique de contención de lodos de 50 metros de cumprimento e 14 metros de altura, fose para mover un pequeño muíño negral no que moía millo a veciñanza.

Así o indica nun informe informe asinado pola enxeñeira técnica de minas Olga Barreira Sevillano, funcionaria do departamento que dirixe Ángel Bernardo Tahoces, que fora xa imputado precisamente por deixar estas presas mineiras fóra do proxecto de restauración que aprobou en 2009 sen trámite ambiental algún. Sen embargo, as presas figuran como instalacións de residuos mineiros tanto nos plans anuais de labores presentados pola mina ata o ano 2000 como no “Inventario de Balsas e Escombreiras da Comunidade Autónoma de Galicia”, encomendado pola Xunta en 1999 trás o desastre de Aznalcóllar.

O informe no que se vincula a presa maior de residuos e o pequeno muíño de millo foi encargado por “orde verbal” do Xefe Territorial da Consellería de Industria na Coruña, Isidoro Martínez Arca, co propósito de remitilo a Augas de Galicia, que xa determinara o ano pasado que se trataba de presas de residuos mineiros e pretendía obrigar á empresa ao seu desmantelamento e restauración da zona.

Segundo os colectivos integrantes de ContraMINAcción, trátase dunha tentativa desesperada de evitar tanto a responsabilidade da concesionaria mineira, unha filial de Valoriza Minería (Grupo Sacyr), como unha escapada cara adiante por parte dos propios funcionarios e autoridades agora imputados por mentir reiteradamente en documentos públicos relativos ás presas mineiras. Os colectivos indican que é sobradamente coñecido que o maior dos depósitos mineiros fora construído pola mina en 1939 e que protagonizou o chamado “Desastre de 1960” trás a rotura das súas comportas (como recolle o documental “San Finx 1960”).

Nun informe de 2017, Augas de Galicia afirmaba que no caso dunha eventual rotura desta presa de maiores dimensións “o arrastre dos materiais podería producir un importante impacto ambiental” mentres que nunha visita de inspección realizada en 2019 polo hidrólogo especialista en presas mineiras Steven H. Emerman concluiuse que a mesma presa presentaba signos evidentes de licuefacción interna o que levaría más cedo ou máis tarde á súa falla crítica, co impacto que iso causaría sobre a ría de Muros e Noia e o LIC Esteiro do Tambre.

ContraMINAcción presenta unhas directrices internacionais para acabar cos desastres das presas de residuos mineiros

  • Piden que a Administración asuma estas directrices, que faría inconcibibles instalacións de residuos que poidan causar fatalidades humanas, como a que se prevía en Touro
  • Lembran os desastres de Aznalcóllar e Monte Neme e a situación crítica nos depósitos de minas como as de San Finx, Touro ou Varilongo

A rede de colectivos ContraMINAcción ven de lanzar xunto cun grupo internacional de 142 científicos, ONGs e grupos comunitarios de 24 países un documento de directrices internacionais para o almacenamento seguro de residuos mineiros. As directrices pretenden protexer as comunidades locais, traballadores mineiros e o ambiente dos riscos que presentan millares de instalacións de almacenamento de residuos mineiros, que están presentando fallas críticas cada vez con máis frecuencia e con consecuencias máis graves. Na Galiza, temos exemplos históricos como as catástrofes da mina Piquito no río Xuvia (1955) e San Finx na ría de Noia (1960), ou as verteduras de Monte Neme (2014) e Touro (ata a actualidade).

O documento “Seguranza en primeiro lugar: Directrices para a xestión responsábel de residuos mineiros”, disponíbel en inglés, portugués e español, parte da premisa de que o obxectivo primordial da xestión de residuos mineiros debe ser DANO CERO para as persoas e o ambiente, e CERO TOLERANCIA para as fatalidades humanas. Desde ContraMINAcción lembran como o colapso tráxico dunha presa o ano pasado no Brasil matou a 270 persoas e destruíu a cidade de Brumadinho, e como a presa de residuos prevista no fracasado proxecto de Touro contemplaba a posibilidade dun alto número de mortes en caso de falla.

As Directrices pretenden contribuír á definición dunha norma global que está sendo promovida polo Programa das Nacións Unidas para o Ambiente como parte da súa Revisión Mundial de Relaves (Global Tailings Review, en inglés). En contraposición, as prácticas habituais de deseño e mantemento da industria mineira teñen evidenciado graves problemas á hora de protexer as comunidades e ecosistemas afectados, pois tenden a sacrificar a seguranza para reducir costes, utilizan consultores non independentes (como aconteceu en Touro co catedrático xubilado da Universidade de Santiago, Felipe Macías) e ignoran as críticas e alertas de comunidades e movementos ecoloxistas.

As principais liñas das directrices son:

  • Para evitar a xeración de pasivos ambientais como os depósitos de residuos mineiros e os seus impactos sociais e ambientais é urxente reducir a demanda global de materias primas primarias a través dunha verdadeira economía circular. A mellor presa é a que non se constrúe.
  • As instalacións de residuos mineiros só se deben construír e xestionar co consentimento previo das comunidades locais, adoptando as mellores prácticas e tecnoloxías dispoñíbeis e respectando os dereitos humanos, incluíndo o dereito á vida e ao ambiente.
  • As normas internacionais de seguranza deben ser independentes do control empresarial e establecerse implicando as comunidades locais, sociedade civil e traballadores mineiros, ademais da comunidade científica.
  • A normativa de presas mineiras debe incluír sólidas garantías financeiras e mecanismos para garantir que comunidades locais, organizacións ecoloxistas e traballadores mineiros poidan alertar sobre fallas sen sufrir ataques ou represalias.

Campaña para dar a coñecer a situación crítica das presas de residuos mineiros de San Finx

Pídese apoio para compartir en redes sociais a publicación sobre as presas que xa está disponible na páxina oficial do Instituto Xeolóxico e Mineiro (IGME)

O confinamento non impide aos colectivos sociais e ambientais continuar a denunciar as graves situacións ambientais que produce a minaría e que non paran coa actual crise. Aproveitando un concurso en redes sociais lanzado polo Instituto Xeológico e Mineiro (IGME) sobre os “Lugares de Interese Xeolóxico” de todo o Estado, activistas e colectivos veñen de lanzar unha campaña para dar visibilidade á situación de abandono das presas de residuos mineiros de San Finx (Lousame).

A campaña ten como obxectivo que sexa o relato que dá conta da alarmante situación das presas mineiras de San Finx o que se faga cun dos premios do Concurso “Día Planeta Terra 2020” convocado polo propio IGME, en concreto na categoría “Premio á publicación con máis interacións en redes sociais”. Para iso, piden a colaboración de todo o mundo para que, desde as súas contas de Twitter, divulguen a publicación e fagan que as institucións non poidan seguir ollando para outro lado.

A pesar de que Augas de Galicia concluíu nun informe de 2019 “que a xestión, explotación e mantemento das dúas presas era realizada pola empresa mineira” e que “o uso destas balsas foi de tipo mineiro e non para almacenamento de auga”, tanto a Dirección Xeral de Minas da Xunta como a propia concesionaria mineira, do Grupo Sacyr, afirman agora o “irrefutable o carácter e concepción hidroeléctrica da presa de formigón maior”.

Contra toda evidencia, representantes de Sacyr chegaron a afirmar este mes no maior congreso mundial de minaría, o PDAC, celebrado en Toronto (Canadá), que as presas de residuos mineiros que constaban como tales nos plans anuais de labores ata que deixaron de presentarse no ano 2000, eran en realidade embalses hidroeléctricos e que, por tanto, a concesionaria non tiña ningunha responsabilidade sobre os mesmos.

Augas de Galicia xa alertou nun informe que a rotura da presa maior, situada a 7 km da ría de Muros-Noia e o LIC Esteiro do Tambre (Rede Natura 2000), podería producir un importante impacto ambiental, mentres o hidrólogo e experto en presas mineiras Dr. Steven H. Emerman, que visitou as instalacións en 2019, informou sobre a existencia de evidencias de licuefacción interna que tarde ou cedo levarían ao colapso da estrutura de formigón levantada en 1939 pola empresa británica que explotaba o xacemento de estaño e volframio.

A Xunta outorga unha “autorización” de vertidos encuberta á mina de San Finx

  • O permiso outórgase nun procedemento caducado, iniciado fai 4 anos e nunca resolto
  • Sacyr perforou en 2017 unha nova planta por debaixo do nivel de inundación a pesar de carecer de autorización de vertidos
  • Colectivos ambientais anuncian acción legais inmediatas contra Augas de Galicia

Catro anos despois de que a filial de Sacyr que se fixo coas concesións da histórica mina de San Finx se vira obrigada a solicitar permiso para o vertido as augas ácidas de mina, a Xunta outórgalle unha autorización encuberta baixo o eufemismo de “medidas cautelares” que ademais implica amparar a ocupación do cauce natural do río con dúas novas balsas de residuos mineiros construídas ilegalmente en 2011.

As medidas, autorizadas pola Directora de Augas de Galicia e ata fai pouco concelleira do Partido Popular en Santiago, Teresa María Gutiérrez, contemplan a instalación dunha “planta piloto de tratamento”, en teoría para tratar de forma experimental 2.000 litros por hora durante dous meses, pero fontes da empresa xa se gababan a finais de decembro que “la autorización de vertidos está al caer”, en referencia a estas “medidas cautelares”.

En 2017 a mineira perforou unha nova 5ª planta no sector “Buenaventura” da mina, por debaixo do nivel de inundación, debendo realizar bombeos continuos de drenaxes ácidas que foron vertidos ao cauce sen tratamento a pesar de carecer de autorización de vertido e declaración de impacto ambiental. ContraMINAcción teme que, con esta autorización encuberta, se reanude ilegalmente o achique das labores mineiras inundadas.

Ademais, a xuizo de ContraMINAcción, esta autorización non só é ilegal ao darse no marco dun procedemento cuxo prazo de resolución finalizou hai 3 anos e que, por tanto, está caducado, senón que evidencia a conivencia da Xunta coa mineira. “A mineira leva anos vertendo de xeito ilegal sen que se incoara un só procedemento sancionador, a pesar de constatarse que os altos niveis de cadmio, cobre e cinc presentes no río son resultado directo das verteduras da mina”. Por iso, anuncian accións legais inmediatas contra as autoridades e funcionarios de Augas de Galicia.

Denúnciase ademais que se produza esta autorización cando se constatou a continua mala fé da empresa, achegando datos falsos e conxeturas sen base científica, como a suposta existencia dun “fondo natural” de substancias contaminantes que impediría cumprir os limites de contaminantes que impón a lexislación, para o que Tungsten San Finx S.L. se valeu de informes emitidos polo profesor xubilado Felipe Macías, desmentidos por unha revisión rigurosa feita pola Universidade da Coruña. O proxecto de “planta piloto”, que supostamente pretende validar resultados experimentais de laboratorio, forma parte da estratexia de fraude permanente.

Ante iso, as únicas “medidas cautelares” que debería ter imposto a Xunta, desde o primeiro momento no que constatou a existencia de verteduras en 2016, eran as destinadas a impedilas, incluíndo o selado dos transversais de desaugue da mina mediante ‘bulkheads’, e o taponado de chimeneas e pozos de ventilación, permitindo a reinundación das plantas baleiradas ilegalmente desde 2008 e creando condicións anaerobias que minimicen os procesos de xeración de drenaxes ácidas de mina.

Fotografia: Adiante.gal

Presa abandoada que queren facer pasar por instalación hidroeléctrica

A Xunta mentiu á ONU e ao Parlamento Europeo sobre a Mina de San Finx

  • ContraMINAcción revela os informes sobre as presas de residuos mineiros que a Dirección Xeral de Minas pretendía facer pasar por embalses hidroeléctricos
  • O Director Xeral de Minas utilizou informes con datos falsos do catedrático da USC Felipe Macías para tentar ocultar a contaminación por metais pesados causada pola mina
  • ContraMINAcción demanda aos colexios profesionais de xeólogos, químicos e enxeñeiros de minas a que se retracten en relación ao apoio prestado aos informes de Felipe Macías 

A Xunta leva desde 2017 mentindo aos organismos internacionais que investigan a situación das minas de San Finx, en Lousame, en particular a Comisión de Peticións do Parlamento Europeo e o Comité de Cumprimento da Convención de Aarhus, dependente da ONU. Así o evidencian novos informes realizados por Augas de Galicia e que confirman non só o carácter mineiro das presas de residuos máis tamén o problema de contaminación continuada.

Fronte ás queixas que evidenciaban o abandono de dúas presas de residuos mineiros e a contaminación continuada por metais pesados que afecta non só ao río San Fins máis tamén á ría de Muros-Noia e o Esteiro do Tambre, en Rede Natura 2000, o departamento que dirixe Ángel Bernardo Tahoces, imputado precisamente por ter permitido a posta en marcha da mina San Finx en 2009, bombardeou a estes organismos internacionais con informes repletos de afirmacións falsas que buscaban desacreditar as denuncias das asociacións ecoloxistas.

De depósitos de lodos mineiros a “embalses hidroeléctricos”

En 1928 e 1939 as entón concesionarias mineiras construíron sobre o cauce do río San Fins dúas presas de decantación de lodos mineiros, seguindo o método de ‘presas de colas fluviais’ (riverine tailings) habituais nas minas coloniais británicas da primeira metade do século pasado. Adquirida a mina polo Banco Pastor en 1940, as presas de residuos mineiros continuaron sendo utilizadas pola explotación, como evidencian os plans anuais de labores presentados ata o ano 2000, no que se abandona por completo e se deixa de presentar estes documentos preceptivos. A falla dunha das comportas da presa maior, de 13 metros de altura e 50 de lonxitude, causou o que na altura se deu en chamar a “catástrofe de 1960”, feitos sobre os que en 2019 se estreou o documental de investigación “San Finx 1960” de Irene Pin.

Despois de dous anos de investigación nos que se analizou a documentación histórica existente, en febreiro de 2019 Augas de Galicia emitiu un “Informe sobre a titularidade das presas San Finx” que indica que “pódese concluír que a xestión, explotación e mantemento das dúas presas era realizada pola empresa mineira” e que “o uso destas balsas foi de tipo mineiro e non para almacenamento de auga”. Por iso, afirma, a súa seguridade depende dos órganos competentes en materia de minas que, non obstante, levan tentando ocultar a súa existencia desde 2009, ano no que as presas se deixaron fóra dos proxectos de restauración e explotación. Augas de Galicia conclúe que “sempre previa retirada dos áridos almacenados no vaso, debería considerarse a demolición, restaurando o DPH ao seu estado orixinal e proceder a restauración ambiental da zona afectada”.

Ante tales evidencias, destacan as falsidades dos técnicos de minas e do propio Director Xeral Ángel Bernardo Tahoces. Nun informe de 21/01/2019 remitido á ONU pola Xunta, o enxeñeiro de minas con responsabilidade pola supervisión das minas de San Finx e de Touro, Rafael Recuna, indica que é “irrefutable o carácter e concepción hidroeléctrica da presa de formigón maior” mentres que o seu superior, o Xefe do Servizo Territorial de Enerxía e Minas e Decano en Galicia do Colegio Oficial de Ingenieros de Minas del Noroeste de España Juan José Iglesias Suárez, afirma noutro informe da mesma data tamén destinado á ONU que “o único certo é que nos arquivos da Administración Mineira non existe ningún documento no que se autoricen as citadas presas de formigón que se encontran no cauce do río fóra do perímetro da explotación mineira”. Mesmo o Director Xeral de Minas Ángel Bernardo Tahoces dirixiu unha instancia á ONU para indicar que, a pesar de apareceren as presas no “Inventario de Balsas e Escombreiras da Comunidade Autónoma de Galicia” feito pola propia Xunta en 1999, estas non serían “instalacións da explotación”. Tahoces encomendou tamén informes para enviar ao Comité de Peticións do Parlamento Europeo, entre eles un de 29/03/2019 asinado polo mesmo enxeñeiro Rafael Recuna, no que volta a insistir que “As presas non foron construídas co propósito de formar parte do proceso mineralúrxico” senón que “probablemente foron construídas con propósito hidroeléctrico”. Xusto no periodo comprendido entre os dous informes deste enxeñeiro da Xunta, tornouse pública a imputación do Director Xeral de Minas.

Vestindo a contaminación mineira como “fondo natural de metais”

A Xunta de Galicia ten constancia da contaminación por metais pesados causada polas minas de San Finx polo menos desde 1990, ano no que as analíticas requiridas pola Fiscalía evidenciaron a contaminación que desde a mina baixaba en dirección á ría. En lugar de recoñecer a situación constatada desde 2016 por Augas de Galicia, con niveis de cadmio, cobre e cinc que superan amplamente os limites máximos legais permitidos, o mesmo enxeñeiro Rafael Recuna no seu informe para a ONU nega a “existencia de augas ácidas de mina” e cita un “estudo” realizado para a empresa mineira polo profesor emérito da USC Felipe Macías Vázquez no que se conxectura sen base científica algunha a existencia dun “fondo natural de metais” que impediría cumprir cos niveis legais de substancias perigosas prioritarias.

O “estudo” que asina Felipe Macías xunto con varios colaboradores do seu “Laboratorio de Tecnoloxía Ambiental” pretendía xustificar que a empresa puidese verter augas contaminadas con cadmio con total impunidade de xeito perpetuo. Tamén o Xefe do Servizo de Enerxía e Minas Juan José Iglesias Suárez respaldou no seu informe a conxectura de que a contaminación se dá de “forma natural”, descalificando as entidades ecoloxistas que cuestionaban tal falacia: “Desconozco quien asesora técnicamente a los denunciantes, pero considero grave calificar de falacia las afirmaciones incluidas en el párrafo anteriormente transcrito, que constituyen una valoración cualitativa, no cuantitativa, basada en los fundamentos de la disciplina técnica de la geoquímica de suelos y aguas, como cualquier técnico especialista conoce.”

Non obstante, desconfiando das pretensións da empresa mineira, filial do Grupo Sacyr, apoiadas en todo momento pola Dirección Xeral de Enerxía Minas, Augas de Galicia decidiu encomendar unha asistencia técnica á Universidade da Coruña por medio do grupo de investigación AQUATERRA, que dirixe o Catedrático de Hidroloxía Javier Samper, para avaliar a validade e veracidade das conclusións do estudo de Felipe Macías achegado pola mineira para evitar un tratamento das súas verteduras que eliminase a carga contaminante en condicións. Lonxe de avalar as conxecturas de Macías e Sacyr sobre un “fondo natural de metais”, o informe de 240 páxinas da Universidade da Coruña refuta os métodos e conclusións evidenciando, como xa o fixeran as entidades ecoloxistas, que a contaminación por metais pesados se produce como consecuencia das verteduras procedentes da explotación mineira.

O papel de Felipe Macías e os colexios profesionais

Os informes encomendados por Augas de Galicia e agora feitos públicos non só poñen en dúbida a actuación da empresa mineira e do departamento que dirixe o imputado Ángel Bernardo Tahoces, máis sobre todo a credibilidade dos traballos que Felipe Macías ven asinando para favorecer proxectos mineiros como os de San Finx ou Touro, onde chegara a propor, como consta na DIA negativa emitida a pasada semana, a creación dun parque temático sobre organismos extremófilos para o estudo da vida extraterrestre como excusa para non restaurar os cauces contaminados.

O 29 de xuño do ano pasado, o Colexio Oficial de Xeólogos, o Colexio Oficial de Químicos de Galicia, o Colexio de Enxeñeiros de Minas do Noroeste (do que en Galicia é Decano o propio Xefe de Minas da Coruña Juan José Iglesias Suárez) e o Colexio de Enxeñeiros Técnicos e Grados de Minas e Enerxía de Galicia emitiron un duro comunicado conxunto que pretendía desprestixiar publicamente o traballo do Doutor Dr. Steven H. Emerman na súa calidade de consultor ao servizo de entidades públicas e ambientais galegas. Emerman cuestionara as conxecturas de Felipe Macías evidenciando extensos plaxios, absoluta falta de rigor metodolóxico e procedimental e manipulacións groseiras no seu anterior informe sobre San Finx de abril de 2017, co fin manifesto de eximir á concesionaria mineira do cumprimento dos limites legais para contaminantes perigosos, alegando un ficticio fondo natural de metais. En contestación a ese primeiro informe de Macías, o Concello de Muros e Verdegaia encomendaran un informe técnico sobre as verteduras e outro informe histórico.

Fronte ás críticas de Emerman e outros técnicos, confirmadas agora nos informes de Augas de Galicia, os catro colexios profesionais indicaban que “se ha permitido poner en duda el trabajo y profesionalidad del catedrático” [Macías] e “despreciar y desprestigiar sin mayor argumento científico o técnico, ni currículo que avale su opinión”. Os catro colexios manifestaban daquela o seu “total desacuerdo con las afirmaciones vertidas” indicando que “sus juicios y análisis carecen del rigor necesario ya que no es posible emitirlos sin contar con los datos técnicos mínimos” e calificando os resultados expostos como “un juicio de valor sesgado y parcial, más propio de un postulado ideológico que científico.” ContraMINAcción pregúntase se os mesmos colexios se pronunciarán agora de igual xeito ante as consideracións feitas no informe sobre San Finx liderado polo Catedrático da Escola de Enxeñaría de Camiños, Canais e Portos da Universidade da Coruña Javier Samper e cando a propia Xunta refrendou na súa DIA negativa ao proxecto mineiro de Touro as alertas expresadas no informe de Emerman.

Antes as críticas a Emerman do pasado ano, ContraMINAcción dirixiuse formalmente ao Presidente do Colexio Oficial de Xeólogos, Manuel Regueiro, e ao Decano do Colexio Oficial de Químicos de Galicia, Manuel Rodríguez Méndez, expresando a súa protesta formal polas manifestacións subscritas e enviándolles os informes íntegros para que os analizasen con rigor. Medio ano despois, sen que houbese resposta algunha e á vista do novo informe da Universidade da Coruña que evidencia a absoluta ausencia de base científica das pretensións defendidas pola Xunta e Felipe Macías, ContraMINAcción pídelle novamente aos catro colexios profesionais que se retracten do contido do seu comunicado conxunto e condenen formalmente a absoluta falta de ética e rigor que evidencian os informes emitidos por Felipe Macías e o seu equipo.

Informes íntegros

Informes dos funcionarios da Dirección Xeral de Enerxía e Minas

A ONU chama a atención ao Estado español polo abandono das presas mineiras de San Finx

Esta semana o Estado español someteuse en Xenebra á súa terceira volta no Exame Periódico Universal (EPU), un mecanismo do Consello de Dereitos Humanos das Nacións Unidas que, desde 2005, examina periódicamente a situación dos dereitos humanos en todos os países do mundo. Entre estes dereitos, inclúense os dereitos ambientais.

Aínda que este ano a revisión do Estado español centrouse na situación en Cataluña, o relatorio da Oficina do Alto Comisionado das Naciones Unidas para os Dereitos Humanos tamén recolleu os apelos a garantir “o respecto dos dereitos ambientais mediante a supervisión e a restauración adecuadas das instalacións que requiran atención urxente, en particular as presas de estériles mineiros abandonadas”.

O relatorio do Alto Comisionado referiu un informe dunha das entidades con estatuto consultivo especial ante a ONU que ilustrara esta situación co exemplo do caso das presas de residuos mineiros das Minas de San Finx, en Lousame, que están sendo obxecto dunha investigación ante o Comité de Cumprimento da Convención de Aarhus, tamén dependente das Nacións Unidas.

O informe indica que no caso das presas mineiras de San Finx, que agora a Xunta pretende facer pasar por embalses hidroelétricos, “unha falla implicaría impactos ambientais e humanos significativos”, asinalando ademais como as autoridades autonómicas “obstruíron o acceso a información ambiental crítica”.

O relatorio da Oficina do Alto Comisionado das Naciones Unidas para os Dereitos Humanos (A/HRC/WG.6/35/ESP/3) pode ser descargado da web da ONU en castelán, inglés, francés, ruso, chinés e árabe. A referencia ás presas de residuos mineiros áchase na páxina 3 (parágrafo 18).

Plaxios e manipulacións infestan o informe de Felipe Macías do que dependen a mina de San Finx e a imputación do Director Xeral de Minas

O Director Xeral de Minas, Ángel Bernardo Tahoces, imputado por presunta prevaricación ambiental, usou os argumentos de Macías ante a ONU para tentar negar a contaminación

Demandarán á Universidade de Santiago que lle retire a condición de Profesor Emérito e a súa expulsión da Academia de Agricultura de Francia

Compostela, 30 de xuño de 2019. A vintena de colectivos agrupados na rede ContraMINAcción acaban de denunciar o modo en que a concesionaria mineira de San Finx e a Dirección Xeral de Enerxía e Minas se tentan apoiar nun informe elaborado por un equipo da Universidade de Santiago dirixido por Felipe Macías para omitir a responsabilidade da empresa en relación aos impactos ambientais causados pola mina no pasado e no presente e, ao mesmo tempo, da administración, que os debería ter evitado.

O primeiro dos informes asinados polo profesor xubilado Felipe Macías Vázquez, o fillo deste Felipe Macías García e outros colaboradores está repleto de plaxios de traballos doutros autores, que se manipulan sen pudor, e mesmo parágrafos enteiros copiados sen citación de blogs anónimos de Internet. O informe fabrica sen calquera base un suposto fondo natural de metais para os principais metais contaminantes que verte a mina (cadmio, cobre e cinc) e aínda recorre a fenicios, romanos, ‘picheleiros’ e ao mesmo Almanzor para repartir culpas.

En 2017 a concesionaria do Grupo Sacyr que explota a mina de San Finx decidiu recorrer a Macías para tentar dar resposta ao mar de alegacións a que deu lugar a tentativa da mineira de verter millóns de metros cúbicos de augas contaminadas por metais pesados no río San Fins, situado apenas 6 km augas arriba da ría de Muros e Noia. As alegacións deixaron en evidencia a burla que supuña o método de “tratamento” inicialmente proposto e como as verteduras provocarían un agravamento crítico da situación de contaminación.

Dous informes de réplica encomendados pola Alcaldía do Concello de Muros e a Asociación Verdegaia, e que agora se fan públicos, puxeron en evidencia os extensos plaxios, carencia absoluta de metodoloxía e graves manipulacións de datos no informe entregado á empresa por Felipe Macías. Entre os textos plaxiados encóntrase un blog anónimo de Internet e un traballo presentado polo que foi director da mina nun congreso da Universidade Politécnica de Madrid.

Un primeiro informe de réplica realizado por sete técnicos, incluíndo o Doutor en Xeofísica Steven H. Emerman, que esta mesma semana realizou unha nova inspección da mina San Finx, desmontou a tese dun suposto fondo natural de metais explicando os impactos actuais da minería. Un segundo informe de réplica, realizado polo Doutor en Arqueoloxía e Historia Antiga André Pena, ocupouse de mostrar non só a burla que representan os argumentos “históricos” presentados por Macías, senón o modo en que estes foron abertamente plaxiados de distintas fontes.

Os argumentos achegados por Felipe Macías non só favorecen os intereses privados da concesionaria do Grupo Sacyr, mais tamén se esgrimiron pola Dirección Xeral de Enerxía e Minas, cuxo Director Xeral Ángel Bernardo Tahoces se encontra imputado por un presunto delito de prevaricación ambiental precisamente por ter supostamento facilitado a contaminación causada pola mina San Finx desde a súa reapertura en 2009. No mes de xaneiro de 2019, a propia Dirección de Minas remitiu á ONU a tradución ao inglés de partes dun segundo informe asinado por Felipe Macías, na tentativa de defender ante este órgano a inexistencia de contaminación mineira.

A gravidade dos feitos, non só desde o punto de vista da ética científica, senón tamén pola gravidade das implicacións ambientais e penais que suporía aceptar as teses deitadas por Macías, fai que os colectivos de ContraMINAcción demanden á Universidade de Santiago que retire a condición de profesor emérito a Felipe Macías tras a investigación dos feitos, e revise a relación contractual coas restantes persoas responsables do informe, no suposto que teñan algunha: Carmen Nieto Olano, Ramón Verde Vilanova, Carmen Pérez Llaguno, Felipe Macías García (fillo do profesor Felipe Macías), Luis Tapia del Río e David Romero Chouzas. Na medida en que Felipe Macías Vázquez tamén asina os informes como membro da Academia Francesa de Agricultura, demandarán igualmente a esta institución a súa expulsión.