ContraMINAcción adere a Janeiro Marrom

A Rede ContraMINAcción vem de adeir a “Janeiro Marrom“, uma campanha para lembrar o crime da Vale em Brumadinho, Brasil, e alertar sobre a mineração que mata e assombra pessoas, destrói comunidades e ecossistemas, vidas, fauna, flora, paisagem, qualidade do ar e solo, nascentes, aquíferos e rios e, de forma implacável, avança sobre territórios inviabilizando outras formas de viver, viola direitos e faz uso das mais diversas estratégias para deixar refém a população.

No dia 25/01/2021 se completam 2 anos do crime da Vale em Brumadinho. Um crime que permanece na impunidade mesmo tendo a Vale (e todos os envolvidos) assassinado 272 seres humanos e causado graves impactos socioambientais ao longo do rio Paraopeba.

São 2 anos com a Vale e seus aliados violando direitos, descumprindo deveres, ameaçando, causando sofrimento e não realizando a devida reparação a pessoas e meio ambiente em Brumadinho e ao longo do rastro dos rejeitos da sua atividade irresponsável e criminosa. 2 anos de “terrorismo de barragens” em outros territórios, com a expulsão pela Vale de comunidades inteiras e construção de “obras emergenciais” que não fazem o menor sentido a não ser para a ampliação e continuidade dos complexos minerários da Vale.

ContraMINAcción, neste janeiro marrom, não só se solidariza com as comunidades afetadas pela mineração contaminante no Brasil e noutros lugares do mundo, mas aproveita para lembrar os desastres passados e presentes na Galiza: desde a popuição continuada em Touro, San Finx ou Santa Comba como as catástrofes mineiras do último século: o desastre da mina de cobre “Piquito” de 1955, afectando gravemente o rio Júvia e ria de Ferrol; o colapso da presa da Mina da Trigueira, en Lalín, en 1959, levando por diante tres pontes na parroquia de Zobra; o desastre da presa de resíduos de San Finx de 1960, afetando gravemente a ria de Muros e Noia; ou o mais recente desastre mineiro de Monte Neme em 2014.

A mineração, mesmo com a pandemia, continuou e acelerou suas práticas de assombrar pessoas, colocar seus trabalhadores em risco, destruir comunidades e biomas, vidas, fauna, flora, paisagens, qualidade do ar e solo, nascentes, aquíferos e rios e, de forma implacável, avançar sobre territórios inviabilizando outras formas de viver, violando direitos e fazendo uso das mais diversas estratégias para deixar refém a população.

Não podemos nos calar!

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